Uma visão de continuidade, inovação e futuro para o setor florestal

Senhoras e senhores, boa noite. É uma grande honra assumir a presidência do Conselho Deliberativo da AMIF. Recebo essa responsabilidade com respeito, senso de compromisso e, sobretudo, com a convicção de que este é um momento de continuidade de uma trajetória sólida, construída com trabalho, diálogo e visão estratégica ao longo dos últimos 50 anos. É essencial dar continuidade ao trabalho já em curso: continuidade da agenda estratégica, do diálogo institucional, da comunicação sobre os bioprodutos e do relacionamento com as instituições que interagem diretamente com o nosso setor. Nossa visão de longo prazo está representada no planejamento estratégico, e assumo aqui o compromisso de contribuir para sua concretização. Mas continuidade não significa inércia. Precisamos potencializar o que funciona, corrigir o que precisa ser aprimorado e intensificar os esforços para gerar o impacto necessário ao atingimento de nossos objetivos. A AMIF deve seguir como uma entidade que organiza, articula e projeta o setor com consistência. Outro ponto estratégico importante é olhar além de Minas e do Brasil. Muitas de nossas associadas têm clientes ao redor do mundo, um mundo em profunda transformação, impulsionado pela inovação, pela revolução tecnológica e por mudanças geopolíticas relevantes. Estar atento a esse cenário é essencial para que a AMIF continue preparada, conectada e capaz de identificar oportunidades antes que se tornem urgências. Durante muito tempo, o Brasil foi tímido ao mostrar suas florestas ao mundo. Talvez por modéstia, talvez por falta de comunicação estruturada, ou por não termos, até então, plena dimensão do valor estratégico que possuímos. Esse cenário, no entanto, está mudando. Hoje, os olhos do mundo estão voltados para as florestas brasileiras. E não por acaso. O mundo busca soluções ligadas à sustentabilidade, à bioeconomia, à transição energética, à biodiversidade, à inovação e à segurança de suprimentos. Nesse contexto, o Brasil tem algo extraordinário a oferecer. Precisamos estar preparados para comunicar melhor, demonstrar com clareza a qualidade dos nossos processos, a solidez do nosso manejo e a sustentabilidade real da nossa base florestal. Precisamos mostrar que nossas florestas são parte da solução e não apenas um ativo produtivo. É importante destacar que a contribuição do setor florestal vai muito além da produção comercial. Segundo dados da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), para cada 60 hectares de florestas plantadas voltadas ao uso comercial, existem 40 hectares de florestas nativas preservadas pelas mesmas empresas. Não há, no mundo, proporção semelhante de conservação. Esse dado reforça um ponto essencial: produção e conservação não são opostos. Ao contrário, podem caminhar juntos de forma responsável, técnica e sustentável. Nosso setor demonstra, na prática, que é possível produzir com eficiência e, ao mesmo tempo, preservar e valorizar a biodiversidade, uma biodiversidade que encanta o mundo. Tive a oportunidade de apresentar nossas florestas na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Em todos esses locais, ouvi relatos de surpresa e admiração. Muitos não conheciam a dimensão do nosso trabalho e destacavam o quanto nossas florestas e nossa biodiversidade são extraordinárias. No contexto nacional, Minas Gerais ocupa a primeira posição no ranking de florestas plantadas do Brasil, com 2,3 milhões de hectares, o equivalente a 24% da base florestal do país. Além disso, estamos presentes em 803 municípios mineiros, o que representa 94% dos municípios do estado. Esses números vão além de estatísticas. Eles revelam capilaridade, presença, relevância e potencial de desenvolvimento. Revelam também a força de um setor que dialoga com o território, com o produtor rural, com a indústria, com a inovação e com o futuro. Um dos nossos maiores desafios, e também uma das nossas maiores oportunidades, é aprofundar a convergência setorial. Precisamos aprimorar nossa governança para identificar, de forma cada vez mais ampla, os pontos de encontro entre diferentes interesses, sempre em benefício do setor como um todo. A AMIF deve ser, cada vez mais, um ambiente de colaboração, inovação e aprendizagem contínua. Sua existência só faz sentido se continuar sendo esse espaço de convergência, troca qualificada e construção coletiva de soluções. Também precisamos olhar com atenção para a integração da base florestal. Em Minas Gerais, cerca de 50% dessa base está sob gestão de pequenos e médios produtores, um elo fundamental para a competitividade e sustentabilidade da cadeia. Temos, portanto, a responsabilidade de ampliar essa integração, compartilhando conhecimento, boas práticas, tecnologias e oportunidades com segurança e responsabilidade. Isso fortalece toda a cadeia, da qualidade da madeira aos seus subprodutos. Outro eixo central é o desenvolvimento de bioprodutos e de suas cadeias de valor. Trata-se de um caminho estratégico para a diversificação da agroindústria florestal mineira e para o fortalecimento da bioeconomia e da circularidade econômica. Mas isso não acontecerá por acaso. É necessário unir esforços em pesquisa, desenvolvimento e parcerias concretas para transformar potencial em resultado. Menos individualismo e mais integração.Menos fragmentação e mais cooperação. Esse é o caminho para avançarmos com consistência, fortalecendo a indústria e aproximando-a dos setores consumidores de bioprodutos, criando relações mais robustas, inteligentes e duradouras. Caminhando para o encerramento, assumo esta missão com entusiasmo e humildade. Os desafios são grandes, mas contamos com uma base sólida, uma história de sucesso e uma capacidade extraordinária de construir soluções quando trabalhamos juntos. Que esta nova etapa seja marcada pela continuidade do que é bom, pelo fortalecimento do que precisa crescer e pela coragem de inovar onde for necessário. E que a AMIF siga sendo um espaço de união, aprendizado e geração de valor para Minas Gerais e para o Brasil. Muito obrigado.
Cuidar da Água é Cuidar do Futuro: Gestão hídrica no setor florestal

A Ibá lança o infográfico “Cuidar da Água é Cuidar do Futuro: Gestão hídrica no setor florestal”, que apresenta de forma clara como o setor de árvores cultivadas contribui para a conservação dos recursos hídricos no Brasil — do manejo florestal às práticas industriais e de gestão. 🌳💧 Com dados atualizados de 2025, a publicação, em comemoração ao Dia Mundial da Água, reúne indicadores relevantes sobre a gestão da água nas florestas, na indústria e no âmbito corporativo, além de evidenciar a evolução do setor a partir de um monitoramento contínuo realizado desde 2016. Acesse o infográfico em: https://bit.ly/infograficoAgua
Entrevista com Dr. Chen Yong

Durante a Forest Leaders Missão China, organizada pela AMIF em novembro de 2025, a delegação brasileira teve o privilégio de contar com o Dr. Chen Yong como principal anfitrião no país asiático. Pesquisador de destaque na área de economia e políticas florestais, ele é uma das principais vozes do governo chinês em temas de sustentabilidade, comércio e inovação verde. Nesta entrevista exclusiva, Dr. Chen fala sobre o que o impressionou no Brasil durante sua passagem pelo nosso país, os pontos de convergência entre as duas potências florestais e sua visão para um futuro de cooperação e parcerias entre Brasil e China: 1. Durante sua visita ao Brasil e após o Workshop realizado em Belo Horizonte pela AMIF, quais aspectos do setor de florestas plantadas brasileiro mais lhe impressionaram em termos de inovação, sustentabilidade ou escala? Os pontos que mais me impressionaram durante minha visita ao Brasil foram as medidas adotadas pelo país para equilibrar desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Especificamente, o Brasil está dando passos sólidos rumo ao desenvolvimento sustentável por meio de restauração ecológica em larga escala, modelos inovadores de agricultura e silvicultura, políticas eficazes de proteção florestal e liderança em cooperação financeira internacional. 2. Observando a relação entre Brasil e China no que diz respeito às florestas plantadas, em quais áreas o conhecimento, as práticas ou as tecnologias brasileiras podem complementar ou inspirar iniciativas chinesas — e vice-versa? Como grandes potências florestais e atores fundamentais no desenvolvimento sustentável, Brasil e China têm enorme potencial para cooperação. Tal parceria pode promover a transformação verde do setor florestal e contribuir para a governança climática global. As áreas mais promissoras incluem: 3. Considerando sua pesquisa sobre políticas florestais e produtos florestais internacionais, como vê o papel dos setores florestais do Brasil e da China no enfrentamento de desafios globais como mudanças climáticas, biodiversidade e bioeconomia? Brasil e China são forças centrais na governança ambiental global. Sua colaboração é fundamental para enfrentar mudanças climáticas, perda de biodiversidade e promover a bioeconomia. 4. Quais desafios institucionais ou regulatórios você identifica como prioritários para uma colaboração mais estreita entre Brasil e China, especialmente em pesquisa aplicada, certificação ou educação florestal? O avanço da cooperação sino-brasileira depende de transformar desafios em oportunidades de inovação institucional. 5. Em termos de pesquisa, capacitação e intercâmbio técnico, quais mecanismos ou formatos considera mais promissores para fortalecer os vínculos entre instituições florestais ou de economia florestal do Brasil e da China? Os mecanismos mais promissores incluem: 6. Finalmente, olhando para os próximos anos, qual é sua visão de uma parceria madura entre Brasil e China no campo das florestas plantadas? A cooperação entre Brasil e China está redefinindo o papel das florestas plantadas: de simples fornecedoras de madeira para agentes de restauração ecológica, desenvolvimento comunitário e ação climática. O modelo sino-brasileiro demonstra que florestas plantadas podem conectar conservação, inclusão social e neutralidade climática. Com o tempo, esse modelo pode evoluir de prática bilateral para solução global.
AMIF promove primeira Missão internacional da agroindústria florestal à China e inaugura novas frentes de cooperação tecnológica

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) realizou, em novembro de 2025, a primeira Missão internacional da agroindústria florestal brasileira à China. A iniciativa reuniu empresários, executivos e lideranças do setor em uma jornada de 11 dias por três dos mais importantes polos florestais, industriais e tecnológicos do gigante asiático: Nanning, Shenzhen e Pequim. Organizada com apoio da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a Missão marcou oficialmente o início da estratégia de internacionalização da AMIF e abriu novas portas de cooperação, inovação e desenvolvimento para o setor florestal mineiro e brasileiro. A delegação, composta por 25 profissionais de quatro estados, participou de visitas técnicas, reuniões institucionais, encontros com universidades, centros de inovação, empresas e representantes do governo chinês, em uma agenda elaborada para ampliar conhecimento, gerar conexões e abrir oportunidades de negócios.
Agroindústria florestal brasileira inicia sua primeira missão à China para ampliar cooperação e oportunidades de parcerias

(Belo Horizonte, 18 de novembro de 2025) A agroindústria florestal brasileira deu início nesta quarta-feira (18) à sua primeira Missão à China, iniciativa inédita organizada pela Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) que vai até o dia 31 de novembro. A delegação, formada por 30 empresários, executivos e lideranças do setor, embarcou rumo à Ásia para cumprir uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento de parcerias comerciais, tecnológicas e industriais entre os dois países. Os primeiros compromissos oficiais da Missão serão realizados em Nanning, capital da província Guangxi, no sul da China. Na cidade, os representantes brasileiros participarão da 3ª Conferência Mundial da Indústria Florestal (WFIC), considerada o principal encontro internacional dedicado às tendências, inovações e ao futuro do setor de florestas plantadas. Durante a Conferência, a presidente da AMIF, Adriana Maugeri, apresentará o panorama da agroindústria florestal brasileira a empresas, pesquisadores, investidores e autoridades chinesas. O objetivo será reforçar a posição do Brasil como referência global em produtividade florestal, celulose, madeira plantada e biocarbono. Após Nanning, a delegação segue para Shenzhen, centro global de inovação conhecido como o “Vale do Silício chinês”. Na região, o grupo visitará gigantes da tecnologia, como Huawei, DJI e BYD, onde terá acesso a soluções de automação industrial, drones de última geração, veículos elétricos e aplicações avançadas de inteligência artificial. Em seguida, a comitiva viajará para Pequim afim de aproximar o setor florestal brasileiro da siderurgia chinesa, especialmente no que diz respeito ao uso de biomassa e biocarbono como alternativas para a descarbonização da produção de aço. Na capital da China a delegação fará reuniões com a Associação Chinesa da Indústria do Aço, o Departamento de Metalurgia do Instituto de Tecnologia de Pequim e empresas como Sany e Jingye. China: a maior área de florestas plantadas do planeta Segundo Adriana Maugeri, a escolha da China para a primeira Missão internacional do setor não é casual. Ela destaca que o país é um dos mais relevantes atores do cenário geopolítico e comercial contemporâneo, além de ser o maior consumidor global de produtos florestais e um dos mercados mais estratégicos para o Brasil. Para a presidente da AMIF, a aproximação direta com o mercado chinês representa uma oportunidade concreta de ampliar o diálogo, reduzir riscos, diversificar clientes e fortalecer parcerias de longo prazo. “A China é fundamental para o Brasil e para o setor florestal. Conhecer a realidade chinesa de perto, entender tendências e construir pontes sólidas é essencial para decisões mais assertivas. Queremos transformar esta Missão no início de um ciclo contínuo de cooperação e oportunidades reais para os dois países”, afirmou. Para mais informações, a AMIF disponibiliza o e-mail missaochina@amif.org.br e o WhatsApp (31) 98799-0766.
AMIF elege novo Conselho Deliberativo para os próximos quatro anos

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) elegeu, na noite de segunda-feira (27), em Belo Horizonte, o novo Conselho Deliberativo que conduzirá a instituição no período de 2026 a 2030. O encontro contou com a presença de lideranças das principais empresas mineiras e nacionais do setor agroindustrial florestal, associadas à AMIF. Segundo a Presidente Executiva da entidade, Adriana Maugeri, a eleição reforça o compromisso da Associação com a continuidade, a governança e o fortalecimento do setor florestal como motor estratégico da economia verde em Minas Gerais e no Brasil. O novo Conselho será presidido pelo CEO da Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), Júlio Ribeiro, e reúne lideranças de empresas associadas à AMIF com representatividade dos diversos segmentos da cadeia produtiva florestal mineira. Além da eleição, o encontro foi marcado pela apresentação do balanço anual da AMIF e dos principais resultados da gestão 2021–2025, liderada pelo então presidente do Conselho e Diretor Industrial da Aperam Bioenergia, Edimar Cardoso, que encerra seu ciclo à frente do colegiado ao final deste ano. Renovação com continuidade Durante a Assembleia de eleição, Adriana Maugeri destacou o caráter de continuidade e fortalecimento institucional que marcará a nova gestão da AMIF. “A palavra mestra é continuidade. A AMIF vem, nos últimos anos, com uma alavancagem muito interessante de resultados, de comunicação, de representatividade, trazendo o setor florestal mineiro para lugares de aceitação, admiração e conhecimento, especialmente nas pautas que mostram ser possível produzir muito e com muita conservação ambiental. Seguimos trazendo desenvolvimento sustentável”, afirmou Adriana. O novo presidente do Conselho, Júlio Ribeiro, reforçou o propósito da Associação e a relevância do setor no contexto global. “O que a gente vê no mundo é uma demanda muito grande por bioprodutos. Nós, na AMIF, estamos na vanguarda e temos grandes possibilidades de estender nossa área de atuação, não só em Minas Gerais, mas também no Brasil e, justamente, no mundo todo”, destacou. Ao comentar o novo cargo, Júlio ressaltou a importância da trajetória já consolidada pela AMIF: “Para mim é uma grande honra. A AMIF tem sido uma Associação muito atuante em todo o Brasil. Em todos os locais que eu vou, é unânime o reconhecimento pela seriedade, avidez e conquistas da AMIF. Um dos pontos mais importantes é o planejamento estratégico delineado há tempos e que vem sendo seguido com consistência. Agora, é revisar o que for preciso e dar continuidade ao processo de internacionalização da instituição”, completou. Homenagens A cerimônia também foi marcada por momentos de emoção e reconhecimento.A AMIF concedeu a Comenda Protagonismo Florestal Mineiro ao ex-presidente do Conselho Deliberativo, Edimar Cardoso, em homenagem à sua liderança à frente da entidade entre 2021 e 2025. “Estou saindo da gestão do Conselho da AMIF com um saldo bastante positivo. O propósito de estar na agroindústria florestal é levar prosperidade à sociedade. Minha mensagem é continuar acreditando no nosso setor, pois temos muita coisa boa para contribuir com o desenvolvimento do nosso país e do mundo”, afirmou Edimar Cardoso. Outra homenagem foi prestada ao Vice-presidente de Renováveis, BioFlorestas e Mineração da ArcelorMittal, Wagner Barbosa, que se aposentará em breve, após uma trajetória de mais de quatro décadas de trabalho. O executivo foi reconhecido pela contribuição à agroindústria florestal mineira e por sua parceria com a AMIF ao longo dos anos. “O setor florestal estará sempre na minha vida. É interessante, porque não é a minha origem. Entrei no setor há cerca de oito anos e me apaixonei. Estou muito feliz. É uma emoção e um privilégio fazer uma aposentadoria planejada e receber essa homenagem tão especial da AMIF, uma associação cada vez mais forte”, declarou Wagner Novo Conselho Deliberativo da AMIF (2026–2030) Presidente: Conselheiros titulares: Conselheiros suplentes:
AMIF assina protocolo inédito para prevenção de incêndios florestais em Minas Gerais

Belo Horizonte (MG) – A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) reforçou mais uma vez seu papel estratégico no enfrentamento aos incêndios florestais ao participar da cerimônia de assinatura do Protocolo de Intenções que une esforços entre poder público, setor agropecuário e entidades ambientais e florestais. A iniciativa consolida compromissos institucionais e expande as frentes de ação para proteger o meio rural mineiro. O protocolo foi assinado pela AMIF em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o Sistema Faemg Senar, a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa/MG), o Sistema Ocemg, a Siamig Bioenergia, a Emater-MG. A cerimônia contou com a presença da presidente da AMIF, Adriana Maugeri, e da engenheira florestal Fernanda Ribeiro. “Precisamos cuidar com atenção das nossas florestas e agir de forma conjunta e preventiva. O fogo por si só não é nosso inimigo, mas o fogo descontrolado é sim um risco que combatemos com orientação, união e planejamento”, destacou Adriana. Na ocasião, a presidente também anunciou o lançamento do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do setor florestal mineiro, uma iniciativa que busca fortalecer ainda mais as ações integradas de prevenção e combate aos incêndios. Ações previstas e objetivos integrados O acordo estabelece uma agenda de cooperação com foco em: Essas ações visam articular o aparato técnico e operacional do setor florestal e dos órgãos públicos, com vistas a antecipar riscos e responder prontamente a emergências. Lançamento do PAM: instrumento novo de articulação Durante o evento, Adriana Maugeri aproveitou para anunciar oficialmente o lançamento do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do setor florestal mineiro — um instrumento inovador que busca estruturar a cooperação entre instituições públicas e privadas para que as ações preventivas e de combate sejam mais eficazes e integradas. “Lançamos o Plano de Auxílio Mútuo do setor florestal mineiro, que busca parcerias com diversas instituições para que possamos atuar de forma eficaz e colaborativa na prevenção e combate aos incêndios florestais”, ressaltou a presidente da AMIF. O PAM deverá servir como engrenagem normativa e de mobilização técnica, reunindo recursos humanos, equipamentos e protocolos compartilhados para enfrentar os desafios dos períodos secos e da vulnerabilidade rural. Contexto crítico e urgência da ação Os impactos das queimadas no estado são expressivos: entre julho e setembro de 2024, incêndios rurais atingiram mais de 305 mil hectares e geraram prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão, sobretudo em pastagens, lavouras e áreas florestadas. Esse cenário reforça a necessidade de atuação conjunta e preventiva, não apenas reativa. Em Minas Gerais, há ainda o contexto do período crítico de incêndios — especialmente entre agosto e outubro — tempo em que as ocorrências tendem a se intensificar devido à seca e ao aumento da suscetibilidade das áreas vegetadas. IEF Minas Gerais. Além disso, o governo estadual já opera programas como o “Minas Contra o Fogo”, que articula municípios, brigadas e órgãos ambientais na defesa contra queimadas. Importância institucional da AMIF Como entidade representativa do setor florestal em Minas Gerais, região que lidera entre os estados brasileiros em extensão de florestas plantadas, a AMIF assume responsabilidades que vão além do advocacy econômico. Sua participação no protocolo e no lançamento do PAM demonstra o comprometimento com a prevenção, a sustentabilidade e a resiliência rural. A parceria oficializada hoje reafirma que o combate a incêndios rurais não é tarefa isolada, mas um esforço coletivo entre empresas, produtores, governos e sociedade civil.
AMIF recebe representantes da Metal One e da Nippon Steel para discutir descarbonização da siderurgia

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) recebeu, nesta quinta-feira (7), a visita de representantes das empresas japonesas Metal One e Nippon Steel. O encontro teve como objetivo conhecer mais de perto a agroindústria florestal mineira e avaliar as possibilidades de fornecimento de madeira oriunda de florestas plantadas para a produção de produtos e bioprodutos voltados à descarbonização da siderurgia. Participaram da reunião pela AMIF a presidente Adriana Maugeri, o assessor da presidência Igor Braga e a engenheira florestal Fernanda Ribeiro. As empresas japonesas manifestaram interesse tanto em ampliar a compra de ferro-gusa produzido a partir de carvão vegetal de florestas plantadas, quanto em futuros investimentos no Brasil para a produção própria desse insumo, fortalecendo a transição para processos siderúrgicos mais sustentáveis. Representaram a Metal One o presidente e Chief Regional Officer para a América do Sul, Tatsuya Naoki, e o gerente-geral Marcelo Hiroshi Ochiai. Pela Nippon Steel, participou o gerente de projetos Takaya Izawa. Segundo Adriana Maugeri, a utilização de carvão vegetal e produtos derivados das florestas plantadas é uma das alternativas estratégicas para a redução das emissões de carbono no setor siderúrgico. “Essa é uma agenda global, e Minas Gerais, com sua liderança em florestas plantadas, está preparada para contribuir com soluções concretas”, afirmou.
Árvore inédita é identificada em área de Mata Atlântica preservada pela Cenibra no Vale do Rio Doce

Uma nova espécie de árvore, até então desconhecida pela ciência, foi descoberta no município de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce (MG). O achado aconteceu em uma área remanescente da Mata Atlântica, monitorada e conservada pela empresa Cenibra, e foi realizado por pesquisadores do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A nova árvore pertence à família Myrtaceae, a mesma das jabuticabas, pitangas e goiabas, e foi nomeada Myrcia magnipunctata. Ela se destaca pelas folhas longas, caules recobertos por pelos marrom-avermelhados e por apresentar pequenas pontuações translúcidas, que inspiraram seu nome científico (em latim, “com grandes pontuações”). Segundo os pesquisadores, a árvore pode atingir até seis metros de altura e, por enquanto, só foi encontrada em São José dos Cocais, distrito de Coronel Fabriciano. A descoberta foi liderada pelo doutorando Otávio Miranda, com apoio do Grupo de Estudo em Economia e Manejo Florestal (GEEA/UFV) e da Cenibra, que é responsável pela conservação da área onde a planta foi identificada. Descoberta não planejada O achado aconteceu de forma inesperada. Otávio desenvolvia um projeto sobre a influência de fatores ambientais e humanos sobre espécies raras da Mata Atlântica quando, ao reavaliar uma das parcelas de monitoramento, se deparou com uma árvore florida de aparência incomum. “Ela tinha folhas muito grandes, o que é raro na família Myrtaceae. Achei estranho, chamei meu colega Luiz Cláudio e começamos a investigar. A princípio achamos que fosse uma espécie já descrita, mas nenhuma correspondia completamente”, relata o pesquisador. A confirmação de que se tratava de uma nova espécie veio após análises do professor Marcos Sobral, da Universidade Federal de São João del-Rei, referência no estudo da família Myrtaceae na América Latina. A identificação exigiu amostras com flores e frutos, elementos essenciais para a descrição botânica. Biodiversidade sob proteção O fragmento onde a árvore foi descoberta é monitorado desde 2002, em uma parceria entre a UFV e a Cenibra. Segundo o professor Carlos Torres, orientador da pesquisa, trata-se de uma área pequena, mas de alta relevância ecológica. “Das mais de 200 espécies vegetais registradas no local, cerca de 80 são exclusivas dessa área. Isso mostra como, mesmo em regiões bastante impactadas, ainda existem ilhas de biodiversidade que merecem atenção e cuidado”, afirma. A descoberta da Myrcia magnipunctata reforça a importância das áreas privadas na conservação da biodiversidade brasileira, especialmente em biomas ameaçados como a Mata Atlântica. Iniciativas como a da Cenibra, que alia conservação com pesquisa científica, tornam possível a proteção de espécies ainda desconhecidas e a geração de conhecimento essencial para o manejo e a valorização dos recursos florestais nativos.
Presidente da AMIF recebe Medalha de Mérito Ambiental da SEMAD

Na manhã desta terça-feira, 6 de agosto, a presidente da Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), Adriana Maugeri, foi homenageada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD) com a Medalha de Mérito Ambiental. A cerimônia aconteceu na sede da Secretaria, na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A condecoração é um reconhecimento público ao compromisso, à dedicação e à significativa contribuição de Adriana Maugeri para a preservação e a valorização do meio ambiente em Minas Gerais. Durante a entrega, a secretária Marília Carvalho de Melo destacou que a medalha simboliza a gratidão por aqueles que, com ética, responsabilidade e empenho, constroem um legado sustentável para as presentes e futuras gerações. Além disso, Marília Carvalho destacou a relevância das parcerias com o setor florestal mineiro ao longo de sua gestão à frente da Secretaria, bem como a atuação da AMIF na construção de soluções ambientais concretas. Ainda, Marília ressaltou o papel estratégico de acordos celebrados que contribuem para a recuperação de áreas degradadas e redução do desmatamento no estado. “Quanto mais madeira proporcionamos, madeira de reflorestamento, de energia renovável, mais conseguimos aliviar a pressão sobre a vegetação nativa. Esse é um dos grandes méritos do setor florestal mineiro, que tem uma atuação forte em conservação, compensação e inovação ambiental”, afirmou a secretária. Adriana Maugeri agradeceu a homenagem e destacou a importância do trabalho coletivo: “Essa medalha não é só minha, é de toda uma equipe comprometida, de um setor que acredita na sustentabilidade como caminho para o desenvolvimento. Recebo esse reconhecimento com entusiasmo para seguir construindo pontes entre o meio ambiente e a economia verde de Minas Gerais”. Medalha feita com aço verde Outro destaque da cerimônia foi a origem da medalha, produzida com o aço verde da Aperam, empresa associada à AMIF. O aço verde é resultado de um processo produtivo único no mundo, que substitui o carvão mineral por carvão vegetal renovável proveniente de florestas plantadas, tecnologia limpa que reforça o protagonismo mineiro na transição para uma economia de baixo carbono.
