Forest Leaders Forum discute avanço da siderurgia verde

Minas Gerais reafirma a sua posição como protagonista do setor florestal e da siderurgia verde ao receber, no próximo dia 4 de fevereiro, o FOREST LEADERS FORUM, evento que reunirá líderes das principais siderúrgicas brasileiras para discutir o tema “O avanço da siderurgia verde no Brasil”. O encontro, promovido pela Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), será um marco no debate sobre as perspectivas para 2025, os impactos do atual cenário geopolítico, eventos como a COP 30, e o papel do estado na produção de aço verde. Everton Negresiolo, CEO da ArcelorMittal Brasil Aços Longos; André Lacerda, VP Sênior da Vallourec América do Sul; Silvia Nascimento, presidente da Aço Verde do Brasil; e Frederico Ayres, presidente da Aperam América do Sul, estarão presentes no fórum para compartilhar com os participantes como a produção de aço verde é um fator-chave de competitividade no mercado global. O debate será moderado por Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo e atual presidente da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O FOREST LEADERS FORUM será uma oportunidade para analisar como o Brasil, especialmente Minas Gerais, pode consolidar a sua liderança na produção de aço verde e na transição para uma economia de baixo carbono. Também estará presente o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passálio. Para Adriana Maugeri, presidente da AMIF, “o aço verde, produzido em grande parte utilizando carvão vegetal oriundo de florestas plantadas renováveis, não é apenas uma urgência ambiental diante das mudanças climáticas, mas uma acertada estratégia de negócios que posiciona as siderúrgicas brasileiras em uma liderança global no contexto da economia verde. Empresas do setor estão comprometidas com as metas climáticas e com a geração de valor socioambiental, e Minas Gerais tem um papel estratégico nesse processo”, afirma Adriana. Cenário O Brasil é reconhecido mundialmente como líder na produção de aço verde, com Minas Gerais desempenhando um papel central nesse processo. Atualmente, o estado é o líder global na produção e consumo de carvão vegetal sustentável, oriundo de florestas plantadas renováveis. Esta fonte renovável de energia e bioredução substitui fontes não renováveis e de origem fóssil, como o carvão mineral, reduzindo emissões de CO₂ e consolidando o país como referência na descarbonização da siderurgia em larga escala e com eficiência. Minas Gerais abriga a maior área de florestas plantadas do país, com 2,3 milhões de hectares cultivados em 811 dos 853 municípios. Ao mesmo tempo, conserva outros 1,3 milhões de hectares de vegetação nativa. Essa presença territorial reflete a vocação histórica e econômica do estado para o cultivo e cuidado de florestas, consolidando-as como a maior cultura agrícola de Minas Gerais. “O setor florestal é democrático: cerca de 50% da produção está nas mãos de pequenos e médios produtores, e os outros 50% são de grandes produtores, criando centenas de cadeias produtivas em todas as regiões do estado. Essa diversidade produtiva gera multiplicidade e alcance de renda, ao mesmo tempo que aquece a economia local, reduzindo a dependência dos municípios em relação a recursos estaduais e federais”, completa Adriana Maugeri. Remoção de CO₂ As florestas plantadas desempenham um papel singular na remoção do CO₂ da atmosfera, fixando carbono na madeira e no solo em ciclos que se renovam. Além disso, a madeira é atualmente fonte para a produção de materiais renováveis e limpos, utilizados em substituição a produtos de origem fóssil. As florestas plantadas dão origem a mais de 5 mil bioprodutos, incluindo papel e celulose, pisos e painéis, biomassa, carvão vegetal, entre outros. “Este benefício climático exercido pelas florestas em escala singular posiciona o Brasil em uma situação privilegiada no cenário global. A remoção de CO₂, realizada em grandes volumes, posiciona todas as nossas florestas como verdadeiros ativos guardiões de nossa sobrevivência. Já o uso racional e sustentável da madeira oriunda das florestas plantadas é, sem dúvida, uma das melhores alternativas para a descarbonização e a desfossilização de inúmeros setores da economia global. Minas Gerais, como o estado com a maior área de florestas plantadas do Brasil, potencializa as oportunidades futuras, além das já bem aproveitadas. A ideia é viabilizar seu desenvolvimento seguro e equilibrado”, destaca Maugeri. Este reconhecimento das florestas como verdadeiros ativos ambientais abre caminhos para novos mecanismos econômicos, incluindo créditos de carbono, finanças verdes, economia verde e outros benefícios que premiam e consolidam práticas sustentáveis. Sobre a AMIF A AMIF (Associação Mineira da Indústria Florestal) é uma organização que representa e promove a agroindústria florestal em Minas Gerais, reunindo as maiores empresas que produzem e consomem os produtos oriundos de florestas plantadas. Com foco no impulsionamento da economia verde do estado, a AMIF atua na defesa de políticas públicas, no fortalecimento da grande cadeia produtiva florestal e na disseminação de conteúdo informativo e melhores práticas ambientais, econômicas e sociais. A AMIF também trabalha para ampliar o reconhecimento dos benefícios do setor florestal como uma solução essencial para mitigar os efeitos climáticos, restaurar o meio ambiente, descarbonizar a indústria e fortalecer as cadeias produtivas ligadas à produção florestal em todo o estado.

Comissão Técnica de Florestas Plantadas da FAEMG se reúne em Campo Belo (MG)

Reunião discutiu avanços no manejo florestal em Minas Gerais e oficializou a troca na presidência da Comissão A Fazenda Bela Vista Florestal, no município de Campo Belo (MG), sediou ontem (28) uma reunião promovida pelo Sistema FAEMG/SENAR. O objetivo do encontro foi reunir os membros da Comissão Técnica de Florestas Plantadas para debater avanços no manejo florestal em Minas Gerais, além de formalizar a transição da presidência da Comissão. Nos últimos dois anos, a Comissão foi presidida por Adriana Maugeri, que também é presidente da Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF). Agora, o cargo passa a ser ocupado por Ricardo Vilela, diretor na Empresa Bela Vista Florestal. “Foi uma honra presidir a Comissão Técnica de Florestas Plantadas da FAEMG e contribuir para o fortalecimento do setor, sempre com o apoio de colegas comprometidos com a sustentabilidade e a inovação. A transição para o Ricardo [Vilela] simboliza a continuidade desse trabalho, com novos olhares e a mesma dedicação para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do nosso setor”, afirmou Adriana Maugeri. A reunião contou com a presença de representantes da AMIF, da Empresa Bela Vista Florestal, de técnicos do Sistema FAEMG/SENAR, sindicatos rurais da região, empresários e produtores rurais. A programação incluiu uma visita ao viveiro de produção de mudas de Cedro Australiano, onde foi destacada a exclusividade da Fazenda Bela Vista como o único produtor no mundo a utilizar melhoramento genético para a produção dessa espécie. Durante a visita, também foi demonstrado o plantio do Cedro Australiano em consórcio com a cafeicultura, com explicações sobre as técnicas de manejo, colheita, beneficiamento da madeira e as oportunidades de comercialização. Segundo a engenheira florestal da AMIF, Fernanda Ribeiro, a reunião destacou práticas relacionadas à sustentabilidade e à inovação, bem como apontou caminhos para o desenvolvimento do setor florestal mineiro. “O encontro buscou integrar empresas, sindicatos e produtores rurais. Foi promovido um verdadeiro intercâmbio de informações sobre manejo florestal e produção agrícola. Esse tipo de iniciativa é extremamente positivo e precisa ser repetido com frequência”, conclui.

AMIF assina Protocolos de Intenções da Rede Floresta + Iniciativa Conexão Florestal

Nesta quarta-feira (11), mais cinco instituições de relevância do setor florestal brasileiro assinaram, com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), protocolos de intenção para integrar a Rede Floresta+. Com essas adesões, chega a nove o número de empresas e associações que vão, a partir de ações colaborativa e integradas, impactar diretamente no desenvolvimento da cadeia produtiva florestal e na rentabilidade de milhares de silvicultores no país. A cerimônia de assinatura aconteceu durante a 62ª reunião da Câmara Setorial de Florestas Plantadas que reúne representantes do setor florestal brasileiro para definir diretrizes e estratégias que venham potencializar as políticas públicas voltadas para a cadeia de florestas plantadas. Aderiram à Rede F+ as seguintes entidades: A entrada destas instituições na Rede Floresta+ vai possibilitar mais investimento e cooperação técnica, na medida em que promove a interação entre os projetos existentes e as entidades interessadas em financiá-los. “Ao trazer mais parcerias estratégicas para a Rede Floresta+ estamos fortalecendo não só a silvicultura, mas apoiando a sustentabilidade e a inovação no setor florestal brasileiro, um dos mais promissores e avançados no mundo. Isso porque, a Rede F+ vai atuar com propostas nos diversos biomas brasileiros, utilizando como prioridade as áreas de pastagens degradadas”, comentou a secretária-adjunta de Inovação, Desenvolvimento Sustável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Lizane Ferreira. A presidente executiva da AMIF e da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, Adriana Maugeri, ressaltou a importância desse alinhamento com as instituições que representam o setor. “Para nós é de extrema relevância estar na Rede, justamente porque esse espaço vem sanar um gap histórico, aproximando projetos bem formulados com investidores e políticas públicas, trazendo mais oportunidades de negócios para multiplicar a produção florestal do país”, disse. Também participaram do ato de assinatura o diretor executivo da ACR, Mauro Murara, e a diretora executiva da Florestar, Fernanda Abílio. O presidente da Ageflor, Daniel Maldem, e o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, participaram por videoconferência. Plano Floresta+Sustentável O Plano Floresta+Sustentável vem sendo desenvolvido pelo Mapa por meio do Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas (Deflo/SDI/Mapa), com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do setor de florestas plantadas no Brasil, focando no estímulo à produção sustentável, na recuperação de áreas degradadas e no fortalecimento de cadeias produtivas. Entre os três eixos de atuação está a Rede Floresta+ que visa promover a conexão das instituições detentoras de projetos florestais com investidores, a partir de demanda induzida ou espontânea, criando uma rede colaborativa e integrada. O que são florestas plantadas? As florestas plantadas configuram uma cultura agrícola composta por árvores que são cultivadas especificamente para a produção de madeira legal, papel, celulose, carvão vegetal, chapas, painéis e outros produtos florestais. O Brasil é o maior produtor e exportador de celulose do mundo e em 2023, exportou 18 milhões de toneladas de celulose, batendo um novo recorde. Informações à imprensaimprensa@agro.gov.br

AMIF celebra conquistas e homenageia lideranças com a Comenda Protagonismo Florestal Mineiro 2024

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) realizou na noite desta segunda-feira (26), em Belo Horizonte, a cerimônia de entrega da Comenda Protagonismo Florestal Mineiro 2024. O evento reuniu líderes da agroindústria florestal, empresários, colaboradores e autoridades para celebrar conquistas do setor em Minas Gerais. A cerimônia foi marcada por homenagens a figuras de destaque e um brinde coletivo ao futuro do setor florestal. Para ter acesso às fotos oficiais do evento, clique aqui. [Créditos: Alex Ayala e Alessandro Carvalho]. A principal conquista celebrada no evento foi o acordo inédito que possibilitou a simplificação do modelo de licenciamento ambiental para a atividade de silvicultura mineira, como ocorre em outros estados brasileiros. O acordo, realizado entre o Governo de Minas Gerais e o Ministério Público do estado (MPMG), foi homologado pelo Poder Judiciário mineiro em julho deste ano. Como forma de reconhecer o trabalho de lideranças que estiveram diretamente envolvidas na construção e assinatura do acordo, a AMIF condecorou seis líderes com a Comenda Protagonismo Florestal Mineiro 2024. A Comenda traz gravada a frase: “Esta honraria é concedida em exclusivo reconhecimento àqueles que promoveram com excelência o desenvolvimento da maior floresta plantada do Brasil”. A peça destaca o compromisso e a dedicação de pessoas empenhadas em impulsionar a economia verde e fortalecer o setor florestal em Minas Gerais. A cerimônia de entrega foi aberta pela Presidente Executiva da AMIF, Adriana Maugeri, e pelo Presidente de Conselho Deliberativo da Associação, Edimar Cardoso. A dupla destacou o papel vital de Minas Gerais como o lar da maior floresta plantada do Brasil. Com mais de 2,3 milhões de hectares de árvores plantadas e manejadas de forma sustentável, o estado é referência nacional em produção de madeira de origem renovável. Além disso, Adriana ressaltou o compromisso do setor com a restauração e a conservação ambiental, com mais de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa recuperados. “A noite foi um marco histórico para a agroindústria florestal mineira. Celebramos a desburocratização dos procedimentos de licenciamento ambiental, um feito que abre novas portas para a expansão da economia verde em Minas Gerais. A simplificação desses processos foi resultado de uma sincronia perfeita entre a gestão executiva da AMIF, seu Conselho e uma rede de colaboradores e parceiros institucionais que compartilharam o mesmo propósito: fortalecer Minas Gerais como protagonista nacional no setor florestal”, destacou Adriana Maugeri. A honraria máxima da noite foi concedida ao Governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A AMIF reconheceu o trabalho do governo do estado como vital na desburocratização de procedimentos, atração de investimentos e geração de empregos. “Fico honrado pelo reconhecimento, mas o que realmente interessa é o resultado das ações e o avanço que, com toda certeza, é um dos maiores que já aconteceu em Minas”, afirmou o governador mineiro. Durante sua fala, Romeu Zema enfatizou que, para que houvesse uma mudança na regulação, foi necessária a colaboração da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), do Ministério Público (MPMG) e do Tribunal de Justiça de Minas Geras. “Eu tenho certeza de que os mineiros colherão os frutos, já que a indústria de reflorestamento em Minas passa a viver uma nova era, onde muito mais investimentos chegarão, criando empregos e trazendo desenvolvimento econômico e social”, finalizou o Governador. Em seguida, foram condecorados com a Comenda Protagonismo Florestal Mineiro 2024 O ponto alto da noite foi o brinde coletivo, onde todos os presentes levantaram suas taças para celebrar o futuro promissor do setor florestal mineiro. O brinde simbolizou a união de forças e o compromisso com o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais. A cerimônia foi encerrada com um jantar de confraternização e networking. *Texto em construção Contato para Imprensa: Bruno Menezes.  (31) 98718-7830.

Nova Deliberação Normativa COPAM nº 251 é publicada no Diário Oficial de Minas Gerais

Foi publicada no Jornal Minas Gerais (Diário Oficial) a Deliberação Normativa COPAM nº 251, de 15 de agosto de 2024, que altera as DNs 213 e 217. A publicação cria um código específico para o licenciamento ambiental de silvicultura em Minas Gerais e efetiva a simplificação do licenciamento no estado. O documento foi aprovado, sem ressalvas, na reunião da Câmara Normativa e Recursal do COPAM no dia 25 de julho. A partir de agora, o processo de licenciamento ambiental para novos empreendimentos de silvicultura no estado será muito menos burocrático. As exigências serão mais alinhadas à realidade do setor, e não será mais necessário o EIA/RIMA para plantios acima de mil hectares. Para ter acesso à publicação do IOF, acesse o documento a seguir: A conquista é de todos nós! A AMIF se orgulha de ter liderado uma das principais ações de desburocratização do setor florestal mineiro.

COPAM aprova simplificação de licenciamento ambiental para silvicultura em Minas Gerais

A Câmara Normativa e Recursal (CNR) do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) aprovou alteração nas Deliberações Normativas (DN) 213 e 217. Isso significa que, a partir de hoje, o licenciamento ambiental para novos empreendimentos de silvicultura em Minas Gerais será menos burocrático, mais simplificado, com estudos condizentes com a realidade do setor e sem a necessidade de EIA/RIMA para plantios acima de mil hectares. Com essa nova orientação normativa ao licenciamento ambiental do setor florestal no estado, um ciclo é concluído com êxito e convergências. Estamos seguros que iniciamos a partir de hoje um novo horizonte de prosperidade para todos os associados da AMIF e para o setor florestal mineiro que se traduzirá no fortalecimento da maior floresta plantada do Brasil. Confira o vídeo com o pronunciamento do Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e da presidente da AMIF, Adriana Maugeri:

Câmara Setorial de Florestas Plantadas do MAPA realiza reunião e celebra conquistas do setor florestal brasileiro

A Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) realizou mais uma reunião ordinária na tarde do dia 5 de maio, quarta-feira, em Brasília (DF). A sessão foi presidida por Adriana Maugeri, que também é presidente da Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF). A reunião contou com a presença das entidades que compõem a Câmara e abordou temas relevantes para o setor. Mobilização setorial em apoio às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul Uma das pautas da reunião da Câmara foi a mobilização do setor de florestas plantadas brasileiro em apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Segundos dados divulgados pela Defesa Civil do estado, até o momento o total de pessoas que tiveram de deixar suas residências ultrapassa 615 mil, das quais 76,8 mil estão em abrigos e 538,5 mil em casas de amigos ou parentes. Além disso, 450 dos 497 municípios do estado foram afetados, de alguma forma, pelas enchentes. Ao todo, são mais de 2,1 milhões de pessoas atingidas. Em resposta a essa situação crítica, o setor florestal planejou a doação de madeira e produtos de base florestal para o Rio Grande do Sul. A iniciativa foi levada ao governo do estado pelo empresário gaúcho, Diogo Leuck, que ajudou a estruturar as frentes de doação, recepção e repasse dos materiais. Também, há necessidade urgente de reconstruir entre 80 e 100 mil residências, além de escolas, creches e hospitais. Nesse sentido, as articulações que estão sendo feitas pelo setor florestal nacional incluem a proposta de doações de casas e escolas prontas, feitas de madeira, com foco especial em atender comunidades indígenas e quilombolas. A presidente Adriana Maugeri relembrou que, infelizmente, a tragédia ainda não terminou e que o setor florestal deve continuar mobilizado para a reconstrução. Adriana destacou que o projeto de doações está avançando, mas há uma necessidade contínua de voluntários para prospectar empresas dispostas a contribuir financeiramente. Ela ressaltou a importância de mostrar que a madeira é fundamental para a reconstrução. “Que a gente consiga levar a mensagem que a indústria florestal está presente na reconstrução de vidas”, concluiu Adriana. Atualização legislativa A reunião também abordou a recente sanção presidencial do Projeto de Lei (PL) 1.366. A Lei 14.876/24, publicada no dia 31 de maio, retira a silvicultura do rol de atividades poluidoras. Adriana Maugeri enfatizou que ainda existem alguns pontos sobre a Lei que estão gerando muitas dúvidas e interpretações equivocadas. O Sócio Fundador da MoselloLima Advocacia, Leandro Mosello, foi convidado para esclarecer que a nova Lei não compromete a governança ambiental e está alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas. “Em nenhuma hipótese, cenário ou circunstância a alteração traz qualquer risco de perda de governança ambiental, nem altera em qualquer perspectiva o poder de polícia da Administração Pública, não revoga qualquer outra norma de comando e controle ambiental, nem permite qualquer tipo de degradação, ainda que potencial”, afirmou Mosello. Ele ressaltou ainda que o setor de florestas plantadas é referência em estudos, tecnologia, desenvolvimento e pesquisa, o que garante a manutenção da governança ambiental. “A alteração é sinérgica e correspondente ao Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas do Governo Federal, MAPA e MMA”, acrescentou. O ministro Carlos Fávaro, em ocasião passada, já havia dado ênfase à importância do Plano Nacional: “Se trata de um Plano Nacional de Florestas Plantadas em áreas antropizadas, com um viés econômico, social e ambiental. Tudo isso com base na transversalidade para que possamos fazer juntos do Brasil um país com produções gigantescas, mas também com preservações gigantescas, como deve ser”. Dito isso, manter a silvicultura como uma atividade potencialmente poluidora contrariava os programas do próprio Governo de desenvolvimento sustentável e não refletia a realidade atual do setor florestal nacional. A Câmara Setorial de Florestas Plantadas celebrou a publicação da nova Lei. Incentivo a Pequenos e Médios Produtores Outra pauta da reunião foi a estratégia para incentivar pequenos e médios produtores de florestas a utilizarem financiamentos do Governo Federal para plantio, especialmente em consórcio com outras espécies. A meta é preparar o setor para o próximo Plano Safra, previsto para 2026. Revisão das restrições ao uso do princípio ativo Tiametoxam (THMX) A reunião da Câmara abordou a recente decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que, em fevereiro deste ano, restringiu o uso do princípio ativo Tiametoxam que compõe inseticidas neonicotinoide utilizados em várias culturas agrícolas. As restrições impostas pelo Ibama geraram apreensão no setor agrícola, que alegou que o Tiametoxam é um importante insumo no controle de pragas e doenças em diversas culturas. A Câmara de Florestas Plantadas, junto a outras oito Câmaras, se manifestaram contra a restrição inicial. No último mês, O Tribunal Regional Federal (TRF) suspendeu, em caráter de urgência, as restrições de comercialização e uso do princípio ativo Tiametoxam. A reversão da decisão foi celebrada na reunião como uma demonstração da força e influência das Câmaras Setoriais. Ingresso da Associação CropLife Brasil (CLB) na Câmara Setorial A reunião marcou o ingresso da CropLife como membro efetivo da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do MAPA. A nova adesão foi recebida com entusiasmo, fortalecendo a representatividade e a colaboração entre os membros do setor.

Presidente da AMIF participa da abertura do GT de transação energética do G20

A presidente da AMIF, Adriana Maugeri, esteve presente na manhã desta segunda-feira (27) na abertura da 3ª Reunião do Grupo de Trabalho (GT) de transação energética do G20. A abertura contou com a participação do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O objetivo do GT é promover o diálogo entre representantes das maiores economias mundiais e países convidados. Ao longo de três dias, os participantes debaterão temas centrais como a dimensão social da transição energética, financiamento de baixo custo para iniciativas sustentáveis, acesso universal à energia limpa e inovação em biocombustíveis. De acordo com o Ministro Alexandre Silveira, os biocombustíveis precisam ser reconhecidos como uma fonte importante de descarbonização. “O Brasil é líder mundial em transição energética. Precisamos construir um futuro onde todas as nações cooperem para alcançar uma matriz energética sustentável”, afirmou o Ministro. Para Adriana Maugeri, é imprescindível trazer a questão dos biocombustíveis para a agenda da descarbonização e, dentro deste contexto, falar das potencialidades proporcionadas pela agroindústria florestal. “No contexto da transição energética no Brasil, as florestas plantadas assumem posição de destaque, uma vez que, a partir delas, obtemos a biomassa de madeira e outros subprodutos limpos e sustentáveis, como o próprio carvão vegetal, o biochar, o bio-óleo, entre outros”, destacou. Líder em matriz energética limpa o país busca soluções globais De acordo com relatório da BloombergNEF, o Brasil investiu cerca de 34,8 bilhões de dólares em energias renováveis em 2023. O país é o líder na América Latina em investimentos na transição energética e está na 6ª posição mundial. O país que mais investiu foi a China, seguido por Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França. O Ministério de Minas e Energia coordena o Grupo de Trabalho Transições Energéticas que tem como objetivo debater o cenário de transição global para utilização de fontes de energias limpas e sustentáveis e os caminhos para uma transição energética justa, acessível e inclusiva. O Brasil já é um grande líder da transição energética global, devido às suas potencialidades naturais, como a abundância de água doce, sol e ventos. O país tem 88% de sua energia elétrica proveniente de fontes limpas e renováveis, e investimentos significativos estão sendo feitos em linhas de transmissão, energia eólica, solar e biomassa.